Pedidos de reapreciação disparam. Ministro garante que 2ª fase dos exames "decorre com normalidade"

Pedidos de reapreciação disparam. Ministro garante que 2ª fase dos exames "decorre com normalidade"

A segunda fase dos exames nacionais está a correr bem. A garantia é do ministro da Educação, que adianta que há cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43 por cento do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado.

Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
José Pinto Dias - RTP

O ministro da Educação garante que a segunda fase está a decorrer sem sobressaltos. No último dia das provas, Fernando Alexandre diz estar confiante de que o processo de digitalização está a funcionar com normalidade e assegura que nenhum aluno será prejudicado no acesso ao Ensino Superior.

O ministro acredita que os erros registados anteriormente ficaram para trás e que os classificadores vão receber as provas dentro dos prazos previstos.

Fernando Alexandre garante que os problemas registados durante os exames da 1ª fase estão a ser resolvidos e que as "digitalizações estão a decorrer com toda a normalidade" nesta segunda fase.

"Os classificadores receberam as provas como previsto na segunda-feira e, penso que, sem erros"
, disse aos jornalistas, esta sexta-feira de manhã na Universidade do Minho.

Segundo o governante, também está a haver um esforço para melhorar as relações com os classificadores, que "são cruciais neste processo" e que, na primeira fase "tiveram muito mais trabalho e dificuldades".

"Por isso, esperamos que todos os benefícios que este processo de digitalização traz, para os professores e para os alunos, na segunda fase sejam já totalmente aproveitados".

A segunda fase começou na terça-feira e o ministro garante "há provas totalmente digitalizadas e que estão em condições de serem distribuídas e sem erros aos professores".

"Estamos confiantes que a segunda fase vai decorrer com normalidade. E que vamos poder responder a estes alunos", repetiu.
Os alunos que estão a realizar os exames de segunda fase têm ainda "possibilidade de fazer novamente a prova em setembro, se assim o entenderem, e ficarão com a melhor nota".

"Tentámos reunir todas as condições para que nenhum aluno seja prejudicado pelas perturbações que surgiram neste processo", argumentou Fernando Alexandre.
Prioridade é "nota justa" para todos os alunos

Fernando Alexandre revelou ainda que até quinta-feira à noite existiam 600 casos de desconformidades da 1ª fase.

O ministro garante que os Júri Nacional de Exames está a resolver cada um destes problemas e que até ao final do dia de hoje é expectável que fiquem todos resolvidos. O governante diz que o atraso no processo face ao que acontecia nos anos anteriores é de apenas uma semana.
Jornal da Tarde | 24 de julho de 2026

Questionado sobre os movimentos de contestação dos estudantes, o ministro afirmou que a "grande prioridade" é garantir que "todos os alunos têm a nota justa". O objetivo, esclareceu, é que "todos os casos da primeira fase fiquem resolvidos", nos próximos dias.

Aesar de lamentar as perturbações registadas na primeira fase, Fernando Alexandre não deixou de sublinhar que este "é um processo inovador" e "complexo". E, por isso, não acredita que seja difícil recuperar a confiança dos alunos no Ministério.

Ainda sobre as reapreciações e as inconformidades, o governante recordou que a "grande maioria de alunos tem a nota, tem o PDF, pôde verificar".

O Ministério da Educação recebeu até hoje cerca de 8.900 pedidos de reapreciação de provas do Ensino Secundário, mais 43 por cento do que os 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado.

"Do ponto de vista das reapreciações, (...) no ano passado tivemos cerca de 6.200; este ano temos para já 8.900", declarou, acrescentando que o "sistema garante todo o rigor e toda a confiança e, sobretudo, toda a confiança que nunca teve".

Até quinta-feira à noite, havia ainda cerca de 600 alunos que tinham recebido uma prova "que não correspondia na totalidade ao seu caso", revelou ainda Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas na Universidade do Minho, à margem da cerimónia de criação do Consórcio de Escolas de Ciências (CEC).

Na véspera à noite, o ministro tinha dito haver problemas com 680 exames, apontando este número como sendo residual num universo das cerca de 290 mil provas realizadas.

Os alunos têm dois dias úteis para pedir a reapreciação após receberem as provas para consulta.

A grande maioria teve os exames durante o fim de semana, mas ainda há estudantes sem notas atribuídas ou sem acesso às provas. Por isso, o período para pedir a reapreciação ainda está a contar para alguns alunos.

Quanto aos classificadores que ainda não foram chamados, o ministro garantiu que serão "convocados ao longo da manhã" desta sexta-feira.

"Todas as condições estão reunidas, nesta segunda fase, para que os professores recebam as provas sem nenhum perturbação".

Fernando Alexandre garantiu estar disponível para prestar todos os eclarecimentos numa comissão parlamentar de inquérito, mas lamenta que haja partidos que atirem lama para cima das pessoas.
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